segunda-feira, 28 de março de 2011

Bulletstorm - Quase um Tarantino!


Quentin Tarantino é um cineasta e roterista de filmes  como Pulp Fiction, Bastardos Inglórios, Jackie Brown e Cães de Aluguel. Seus filmes são sempre populados por personagens interessantes e muito boca suja. Sempre recheados de bons diálogos, fazem de seus filmes sucesso antes de serem lançados, e mais sucesso ainda após seu lançamento.
O nome de Quentin Tarantino já está dentre os grandes diretores da história do cinema e serve de inspiração para outros diretores e roteristas.
Humor negro, palavras de baixo calão e sarcasmo estão sempre presentes em seus filmes.

É com essa atmosfera "Tarantinesca" que começo o review de Bulletstorm, que possui muita influencia deste renomado diretor em seus personagens, linguagem e diálogos.


A Estória
Grayson Hunt (ou somente Gray) era membro de um grupo militar de operações secretas que fazia alguns serviços de assassinato. Quando descobre que está matando pessoas inocentes a mando do inescrupuloso General Serrano, ele deserta juntamente com seus companheiros e tornam-se piratas espaciais.
Depois de alguns anos sonhando com vingança e consumido pela culpa de seus atos passados, Gray e seu grupo se deparam com a nave de seu antigo general próximo a um planeta. Decidido e completamente bêbado, ele ataca a nave do tão odiado General, numa tentativa quase suicida de matá-lo de uma vez por todas e se redimir por seus crimes.
Ele consegue derrubar a nave do General, porém, caem no planeta próximo e seu melhor amigo, o androide Ishi, fica gravemente ferido.

Gray descobre que não foi sorte que o trouxe a este planeta, e percebe da pior maneira que o planeta Stygia, é casa de gangues de humanos e mutantes completamente loucos, isso sem contar todos os perigos naturais como plantas gigantes comedoras de carne, cactus entre outros.
Após um ataque de uma das gangues, Gray consegue ajudar o médico da equipe a reformar Ishi, porém somente os dois sobrevivem e necessitam ajudar um ao outro se quiserem sobreviver e sair dali.

Ishi não sai ileso do acidente, já que o medico foi obrigado a improvisar para fazer os reparos necessário para que ele continuasse vivo, usou um módulo de inteligência artificial da nave fazendo com que Ishi sofra dores terríveis e constantemente lutar para não ser controlado por ela, tendo trocas de personalidade hora tranqüila, hora extremamente agressiva e violenta.


No meio do caminho, os dois encontram Trishka, que pertence ao novo esquadrão do General Serrano, se alia a Gray e Ishi para enfrentarem todos os perigos (que são inúmeros) de Stygia e sairem do planeta.

Você não vai se importar com a estoria que serve de pano de fundo para Bulletstorm. Ela é bem fraca e previsível, só se salvando alguns ótimos diálogos entre os personagens e algumas ótimas piadas.
Falando em diálogo, Bulletstorm é o jogo mais boca-suja da história, recheado de "Fucks" e "Shits", os personagens ainda criam novos palavrões compostos e sem muito significado, como Dick-Tits, primeiramente usado nos trailers pré-lançamento.


Gameplay
Se você não acha que para ser um bom jogo, seja necessário ter uma boa estória, Bulletstorm é divertidíssimo.
É no sistema de Skillshot que reside o grande trunfo do game. O jogo te dá pontos por cada morte estilosa que você provocar. Atire um par de granadas preso por uma corrente no pescoço do inimigo e chute-o de um precipício e veja os pontos aparecerem.
Os pontos de Skillshots são gastos para melhorar as armas e suas habilidades com o chicote.

Gray possui um chicote que serve para puxar inimigos distantes e os deixa flutuando por um curto espaço de tempo, para que você decida o que vai fazer com ele. O chicote possui a habilidade Thumper que lança uma onda de choque que faz com que tudo dentro do raio de ação dele (inimigos e objetos) sejam arremessados para o ar, criando assim possibilidades para mais Skillshots. Você ainda conta com um poderoso chute, que faz o inimigo ficar no ar por alguns segundos até decidir o que fazer ou para manda-lo diretamente penhasco abaixo ou em cactus e espetos de metal. Apertando duas vezes o botão para correr, gray desliza, tendo o mesmo uso do chute, porém, para uma rápida aproximação de certos oponentes.

As armas são variadas e originais como a Flail Gun, que lança duas granadas presas a uma corrente que amarram o inimigo, Boneduster, uma Shotgun com 4 canos (isso mesmo, quatro!) e até um Sniper Rifle que lhe permite guiar a bala até acertar o inimigo. Até um dinossauro-robô vira arma em uma determinada parte do jogo. Cada arma possui Skillshots próprios, criando mais possibilidades de aumentar seus pontos.

Mas apesar dos bons controles, ótima jogabilidade e ação de primeira, nem tudo são flores em Bulletstorm e esses defeitos chegam a irritar, porém sem estragar a aventura por completo.
Mesmo estando com 2 inimigos colados em você, seu chute pegará apena em 1 deles de cada vez, mesmo se perfeitamente alinhados. Quando se leva tiros, não há um indicador de direção do dano, deixando você perdido, uma vez que os inimigos correm em sua direção como loucos e podem passar facilmente, você ficará cercado por fogo inimigo. Some isso a mais de um inimigo correndo contra você e mais inimigos atirando. Mortes gratuitas podem e devem acontecer ao longo do jogo.
Outro problema que você terá, é com respeito a detecção de Skillshots. As vezes você se esforça para fazer aquele que te dá mais pontos, se sacrifica e finalmente consegue, porém, fica frustrado ao ver que o jogo não computou sua façanha, dando míseros dez pontos.

Após terminar o jogo, além do multyplayer, Bulletstorm possui o modo Echoes.
Este modo consiste em trechos das fases da campanha principal, porém, a idéia é fazer o percurso em menor tempo possível realizando o máximo de Skillshots. Ao final de cada fase destas, você pode fazer o upload de sua pontuação para as redes PSN ou Xbox Live e fará parte de um ranking mundial onde constam as maiores pontuações.


Som
Sem muito para falar a este respeito, já que Bulletstorm faz o trabalho direitinho. Os gritos dos inimigos são variados e demonstram toda a selvageria das gangues. Som das armas e explosões o deixarão com a adrenalina no máximo, mantendo sempre o pique frenético do jogo.
O trabalho de dublagem é muito bem feito dando a personalidade para cada personagem e sem contar os inúmeros palavrões que o jogo lhe oferece.
A trilha sonora é dividida em duas partes: Nas batalhas, você ouvirá rock, que mantém o ritmo acelerado dos confrontos. Já nas cutscenes, as trilhas orquestradas estarão presentes.


Gráficos
Neste quesito Bulletstorm brilha. A qualidade e detalhismo dos cenários, faz com que o mundo de Stygia seja variado, colorido e vívido.
A força da nova Unreal Engine é bem representada no jogo e o pessoal da People Can Fly aprendeu direitinho com a Epic.
O framerate nunca cai já que a PCF usou uma técnica interessante para economizar memória. Todos os inimigos vistos em Bulletstorm são exatamente os mesmos, porém, mesmo usando o mesmo molde, os personagens possuem texturas e tamanhos completamente distintos entre si, criando o visual único de cada uma das gangues. Some isso a habilidades diferentes de cada gangue e você nunca perceberá este truque.


Apesar dos cenários maravilhosos, das cores vibrantes, você também verá alguns bugs como por exemplo  ficar preso em algum lugar como paredes ou algum ponto de cobertura que deveria ser pulado, porém pode acontecer da animação não ser concluída totalmente, fazendo com que você fique em cima desse obstáculo sem chances de descer. A unica forma de sair desta situação é carregar o último checkpoint.


Conclusões finais

Bulletstorm é muito divertido, possui em média umas 8 a 10 horas da campanha principal, e vai lhe distrair bastante. Com gráficos muito bons, porém com uma estória fraca e linguajar extremamente chulo, pode não agradar a todos.
Com sua extrema violência, tratada de forma brutalmente engraçada, torna Bulletstorm um jogo para pessoas mais fortes e com senso de humor ou com gosto por humor negro.

NOTA 8.5

Abraços todos e até o próximo post

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